Advogados e escritórios de advocacia

Advogado: como usar o LinkedIn para captar clientes empresariais

Por Equipe Studio 20 Marketing22 de setembro de 20264 min de leitura

Resposta rápida

Advogado pode usar o LinkedIn para captar clientes empresariais publicando conteúdo informativo sobre legislação e riscos jurídicos, participando de discussões do setor e mantendo um perfil completo, sempre sem promessa de resultado, sem captação de causa específica e dentro do Provimento 205 da OAB.

Por que o LinkedIn faz sentido para advogados empresariais

Quem decide contratar um escritório para questões trabalhistas, contratuais, tributárias ou societárias costuma estar no LinkedIn: sócios, diretores jurídicos e gestores de RH. Diferente de redes mais visuais, o LinkedIn valoriza conteúdo técnico bem explicado, o que combina com a forma como advogados já pensam o próprio trabalho.

O objetivo não é conseguir cliente diretamente pelo post, e sim ser lembrado quando a empresa precisar resolver um problema jurídico específico.

O que diz o Provimento 205 da OAB sobre publicidade

O Provimento 205/2021 da OAB permite que advogados divulguem sua atuação de forma informativa, mas proíbe captação de clientela, mercantilização da profissão e autopromoção excessiva. Isso significa: nada de oferecer serviço para um caso específico de terceiros, nada de comparar honorários e nada de prometer resultado de processo.

Como o texto pode ser atualizado, confirme sempre a versão vigente do provimento e as orientações da seccional da OAB do seu estado antes de publicar uma campanha maior.

Como montar um perfil que passa credibilidade

  1. Use foto profissional e um resumo objetivo sobre as áreas de atuação do escritório.
  2. Liste formação, especializações e tempo de atuação de forma factual, sem adjetivos exagerados.
  3. Inclua um link para o site ou uma página de contato do escritório.
  4. Mantenha o perfil da empresa (página do escritório) atualizado, separado do perfil pessoal dos sócios.

Que tipo de conteúdo publicar

Evite qualquer menção a caso concreto de cliente, mesmo sem citar nome, já que isso pode configurar quebra de sigilo e ainda soar como autopromoção baseada em resultado.

  • Mudanças recentes na legislação que afetam empresas do seu setor de atuação.
  • Explicações sobre prazos e obrigações que empresas costumam desconhecer.
  • Riscos jurídicos comuns em contratos, relações de trabalho ou compliance.
  • Comentários sobre decisões de tribunais superiores relevantes para o público empresarial.

Interação é tão importante quanto publicar

Comentar publicações de empresas do setor que o escritório atende, participar de grupos e discussões técnicas e conectar-se com profissionais de RH, financeiro e diretoria aumenta a visibilidade do perfil sem depender só de posts próprios.

Essa presença constante e sóbria constrói autoridade aos poucos, de forma parecida com o que já mostramos no post sobre como criar um blog jurídico que aparece no Google: conteúdo consistente pesa mais do que uma campanha isolada.

Do LinkedIn para uma conversa direta

Quando alguém demonstra interesse em um comentário ou mensagem, o próximo passo é uma conversa direta e objetiva, sem tom de venda. Explique como o escritório costuma atuar nesse tipo de demanda e convide para uma reunião inicial.

Assim como em outras áreas reguladas, a divulgação ética também exige cuidado com o valor da consulta: evite anunciar preço de honorários publicamente, tratando isso na conversa direta com o interessado.

Vale também organizar um roteiro simples para essa primeira conversa: entender o problema da empresa, explicar como o escritório costuma atuar em casos parecidos e alinhar o próximo passo, seja uma reunião presencial ou uma proposta formal. Esse roteiro evita perder tempo com contatos que não têm real interesse em contratar, e ao mesmo tempo dá atenção adequada a quem já está pronto para avançar.

Erros que colocam o registro em risco

  • Comentar em posts de empresas oferecendo serviço para o problema relatado publicamente.
  • Publicar comparação de honorários com outros escritórios.
  • Citar resultado de processo, mesmo sem nome do cliente, como forma de autopromoção.
  • Usar linguagem de urgência ou desconto, como se fosse uma oferta comercial comum.

Perguntas frequentes

Advogado pode responder mensagem de empresa interessada em contratar?

Pode, desde que a empresa tenha procurado o escritório por iniciativa própria. A captação ativa de um caso específico de terceiros é que não é permitida pelas regras da OAB.

Posso publicar quantas vezes por semana no LinkedIn?

Não há um número fixo nas regras da OAB. O que importa é manter o tom informativo. Uma ou duas publicações técnicas por semana já sustentam presença constante sem parecer autopromoção excessiva.

Vale a pena investir em anúncios pagos no LinkedIn?

É preciso cautela: anúncios de captação de clientela específica não são permitidos. Anúncios para aumentar o alcance de conteúdo informativo, sem foco em conversão direta, tendem a ser mais seguros, mas vale confirmar com a seccional da OAB.

Preciso ter site além do perfil no LinkedIn?

Não é obrigatório, mas um site com as áreas de atuação, a equipe e um canal de contato reforça a credibilidade de quem chega pelo LinkedIn e quer saber mais sobre o escritório.

Posso publicar artigos de opinião sobre decisões judiciais polêmicas?

Pode, desde que o comentário fique no campo técnico, sem tom sensacionalista e sem usar o caso para se autopromover. Analisar a decisão do ponto de vista jurídico, de forma sóbria, costuma ser bem recebido pelo público empresarial.