Para vender turmas in company, a escola define uma oferta enxuta, com objetivo, carga horária, formato e material. Depois aborda empresas da região por meio de RH e gestores, com proposta clara e sem prometer fluência. O contrato traz previsibilidade, mas exige acompanhamento próximo.
O que é uma turma in company?
É um curso ministrado na própria empresa ou por vídeo, para colaboradores que precisam usar o idioma no trabalho. A empresa contrata, muitas vezes paga total ou parte do valor, e a escola organiza turma, horário e conteúdo.
Para a escola, o modelo traz receita recorrente e menos dependência de captar aluno por aluno. Em contrapartida, exige flexibilidade, planejamento e boa comunicação com quem contrata.
Que empresas costumam ter interesse?
Empresas que lidam com clientes ou fornecedores estrangeiros, exportação, turismo, tecnologia, indústria e atendimento ao público são candidatas naturais. Empresas em expansão também podem querer treinar equipes.
Comece pelas que você já conhece: pais de alunos que trabalham em empresas, ex-alunos em cargos de gestão e negócios vizinhos. Uma conversa por indicação costuma ser mais fácil do que uma abordagem fria.
Como montar uma oferta antes de abordar?
Tenha um pacote-base pronto, adaptável ao cliente. Isso mostra organização e agiliza o orçamento.
- Objetivo do curso: conversação no atendimento, e-mails, reuniões, viagens a trabalho.
- Nível inicial dos participantes e como será feita a avaliação de nível.
- Tamanho ideal da turma e frequência semanal.
- Formato: presencial na empresa, na escola ou on-line.
- Material didático e conteúdo adaptado ao setor da empresa.
- Relatórios de presença e evolução para o RH.
Como abordar o RH e o gestor?
Evite prometer que os funcionários ficarão fluentes em pouco tempo. O avanço depende de dedicação, frequência e nível de partida. A honestidade nesse ponto protege a escola de cobranças injustas e cria confiança.
- Identifique a pessoa responsável, geralmente do RH ou um gestor de área.
- Envie uma mensagem curta apresentando a escola e propondo uma conversa de quinze minutos.
- Pergunte quais situações do dia a dia exigem o idioma, antes de falar de preço.
- Ofereça uma aula demonstrativa ou um teste de nível com os interessados.
- Apresente a proposta por escrito, com escopo, prazos e responsabilidades de cada lado.
O que colocar no contrato?
Se houver dúvidas jurídicas ou tributárias, vale conversar com um advogado ou contador de confiança. Isso evita problemas que custam mais que a consultoria.
- Duração do contrato e forma de renovação.
- Regras para faltas, reposição e cancelamento de aulas.
- Quem paga, quando e como, principalmente se houver divisão entre empresa e colaborador.
- Política para troca de participantes na turma.
- Responsabilidade sobre material e uso de espaço.
Como manter a turma engajada e o contrato ativo?
Turmas corporativas perdem alunos por causa da rotina de trabalho: reuniões, viagens, prazos. Aulas com horário fixo, tarefas curtas e conteúdo ligado às tarefas reais ajudam a manter a frequência.
Envie ao RH um resumo periódico com presença e evolução, sem expor demais cada aluno. Esse cuidado mostra valor à empresa e facilita a renovação. Para lembrar as práticas de retenção também no ensino individual, veja como reduzir evasão e aumentar a permanência dos alunos.
Como medir se a turma in company está funcionando?
Combine com a empresa, no início, o que será considerado sucesso. Pode ser a frequência dos participantes, a participação nas aulas, a evolução em atividades práticas ou o feedback dos gestores sobre situações reais de trabalho.
Faça uma avaliação de nível no começo e outra depois de alguns meses, sempre explicando que o resultado individual varia. Compartilhe com o RH um resumo simples, em vez de relatórios longos que ninguém lê. Essa rotina dá base para conversar sobre renovação, ajuste de conteúdo ou mudança de horário, sem depender de opinião.
Como isso se conecta ao marketing da escola?
Uma turma in company gera prova social: a empresa cliente e os alunos podem indicar a escola, desde que autorizem o uso do nome. Na divulgação, explique o serviço e convide gestores a conversar.
Mantenha ao mesmo tempo o trabalho de atração de alunos individuais, como em como atrair alunos na internet, para não depender de um único contrato.
Perguntas frequentes
Preciso de uma equipe grande para atender empresas?
Não necessariamente. Muitas escolas começam com uma turma e um professor dedicado. O importante é ter horários e material organizados.
Devo cobrar por hora ou por turma?
Depende do seu modelo. Alguns cobram mensalidade por turma, outros por hora. Explique no orçamento o que está incluso para evitar dúvidas.
Posso garantir fluência aos funcionários?
Não. O avanço depende de nível inicial, frequência e dedicação. Prometer fluência gera cobrança futura e desgaste com a empresa.
Vale oferecer aula teste para empresas?
Costuma ajudar, pois reduz a insegurança de quem contrata. Defina antes tempo, número de participantes e o que será mostrado.
