E-commerce e lojas virtuais

Loja virtual: marketplace e loja própria sem se perder

Por Equipe Studio 20 Marketing22 de outubro de 20265 min de leitura

Resposta rápida

Vender em marketplace e na loja própria ao mesmo tempo funciona quando cada canal tem um papel claro: o marketplace traz alcance e a loja própria constrói relacionamento e margem. O segredo é centralizar estoque, padronizar preço e atendimento, e levar o cliente para um contato direto sempre que as regras do canal permitirem.

Qual o papel de cada canal no seu negócio?

O marketplace é uma vitrine movimentada: o cliente já chega com intenção de compra e confia na plataforma. Em troca, você paga comissão, segue regras de preço e de atendimento e tem pouco contato direto com quem comprou.

A loja própria tem o caminho oposto. O tráfego é mais difícil de conseguir, mas a marca, os dados do cliente, a margem e a comunicação ficam com você. Por isso muitos lojistas usam o marketplace para ser descobertos e a loja própria para fazer o cliente voltar.

Antes de abrir um canal novo, escreva em uma frase o que você espera dele. Exemplo: "o marketplace vende os produtos de giro rápido; a loja própria vende kits e itens exclusivos". Essa frase evita decisões improvisadas depois.

Como evitar vender produto que já acabou?

O erro mais comum de quem vende em vários canais é a falta de controle de estoque. Um produto vendido nos dois lugares ao mesmo tempo gera cancelamento, reclamação e, em marketplaces, pode afetar a reputação do vendedor.

A solução depende do tamanho da operação. Para poucos itens, uma planilha atualizada a cada venda já ajuda. Conforme o volume cresce, vale usar um sistema integrador (ERP) que desconta o estoque em todos os canais automaticamente. Veja também como controlar o estoque e evitar vender produto em falta.

  • Defina uma quantidade de segurança: anuncie um pouco menos do que existe de fato.
  • Atualize o estoque no mesmo momento em que registrar uma venda.
  • Pause o anúncio assim que o produto zerar, em vez de esperar o cliente reclamar.
  • Confira o estoque físico contra o sistema em uma data fixa do mês.

Preço igual ou diferente em cada canal?

Não existe regra única, mas existe uma conta que precisa ser feita: o preço de venda tem de cobrir o custo do produto, a comissão do marketplace, o frete, a embalagem, o imposto e ainda deixar margem. Se você copiar o preço da loja própria para o marketplace sem recalcular, pode vender sem lucro.

Muitos lojistas mantêm preços parecidos nos canais para o cliente não se sentir enganado ao comparar. Outros diferenciam por kit ou condição: a loja própria oferece um brinde ou um combo que o marketplace não tem. Seja qual for a escolha, ela precisa estar na conta, e não só na intuição.

  1. Liste todos os custos do produto, incluindo comissão e frete.
  2. Calcule a margem que sobra em cada canal.
  3. Decida se o preço será igual ou se haverá diferença por combo ou condição.
  4. Revise a conta sempre que a plataforma mudar a tabela de comissões.

Como padronizar o atendimento nos dois lugares?

O cliente do marketplace e o da loja própria esperam a mesma coisa: resposta rápida, informação clara e problema resolvido. As plataformas costumam medir o tempo de resposta do vendedor, e isso influencia a visibilidade dos anúncios.

Monte respostas-modelo para as dúvidas mais comuns (prazo, tamanho, troca, nota fiscal) e defina quem responde cada canal e em quanto tempo. Se quiser aprofundar, leia sobre organizar o SAC e definir prazos de resposta ao cliente.

Respeite as regras da plataforma: muitos marketplaces proíbem levar o cliente para fora do ambiente deles antes da compra. Use o contato direto apenas dentro do que é permitido, por exemplo no pós-venda autorizado ou em pedidos feitos na sua própria loja.

Como transformar quem comprou no marketplace em cliente da marca?

Dentro das regras de cada plataforma, a embalagem é um canal seu. Um cartão agradecendo a compra, com o perfil da loja no Instagram e um convite para conhecer o site, costuma ser permitido e não custa muito. Capriche na caixa, na nota e no cuidado com o produto, porque é isso que faz o cliente lembrar do nome da loja.

Quando o cliente compra direto no seu site, você tem o contato e a autorização para falar com ele. Aí entram e-mail e WhatsApp para novidades e reposição, como descrito em usar e-mail e WhatsApp para vender para clientes antigos.

Para dar tração à loja própria, o tráfego pago pode ser um complemento que acelera: ele leva visitantes qualificados ao site enquanto você constrói a base de clientes, desde que a oferta, o frete e o atendimento estejam bem resolvidos.

Quando vale abrir mais um canal de venda?

Abrir canais demais antes da hora é uma das formas mais rápidas de se perder. Cada canal exige cadastro, fotos, atendimento, estoque e acompanhamento de indicadores. Se o time é pequeno, o ideal é dominar um ou dois antes de adicionar outro.

Um bom sinal de que dá para crescer é quando o processo atual roda sem apagar incêndio: estoque confiável, pedidos despachados no prazo, reclamações respondidas e margem conhecida. Se ainda há falhas nesses pontos, um novo canal só multiplica o problema.

Perguntas frequentes

Preciso de CNPJ para vender em marketplace?

Em geral, os marketplaces aceitam vendedores com CNPJ, e alguns também aceitam pessoa física com limites. As regras mudam por plataforma, então consulte a página de cadastro do canal e, se precisar, um contador.

Vale a pena ter loja própria se já vendo em marketplace?

Costuma valer quando você quer construir marca, ter os dados dos clientes e margem melhor em parte das vendas. Depende do seu produto, do tráfego que consegue gerar e da capacidade de atender bem.

Como saber qual canal dá mais lucro?

Calcule a margem de cada pedido depois de comissão, frete, embalagem e imposto, e compare por canal. Olhar só o faturamento engana, porque o canal que vende mais pode ser o que deixa menos sobra.

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