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Marketing para advogados: o que a OAB permite fazer

Por Equipe Studio 20 Marketing20 de setembro de 20264 min de leitura

Resposta rápida

Advogados podem fazer marketing jurídico de forma informativa e discreta: site profissional, conteúdo educativo, perfil no Google e redes sociais, sem captar clientela de forma agressiva, sem prometer resultado e sem divulgar valores como isca. As regras estão no Código de Ética e nos provimentos da OAB, que devem ser consultados antes de publicar.

Marketing jurídico existe, mas com limites

A advocacia tem regras próprias de publicidade. O objetivo é preservar a dignidade da profissão e evitar a mercantilização. Por isso, o marketing jurídico permitido é o de conteúdo: informar, orientar e deixar o escritório disponível para quem procurar.

As normas mudam com o tempo. Antes de qualquer campanha, consulte o Código de Ética e Disciplina da OAB e os provimentos vigentes, além da orientação da seccional do seu estado.

O que costuma ser aceito

  • Site institucional com áreas de atuação, equipe e contato.
  • Artigos e vídeos educativos sobre direitos e procedimentos.
  • Perfil no Google com endereço e horário do escritório.
  • Presença em redes sociais com tom sóbrio e informativo.
  • Participação em eventos, palestras e entrevistas.

O que costuma ser proibido ou arriscado

Na dúvida, prefira sempre a linha mais conservadora e consulte a Comissão de Ética da sua seccional.

  • Prometer resultado ou garantir êxito em uma causa.
  • Divulgar valores de honorários ou promoções como chamariz.
  • Captação de clientela por meios como panfletagem ou mensagens não solicitadas.
  • Expor casos, clientes ou decisões de forma identificável.
  • Uso de linguagem sensacionalista ou mercantilista.

Como criar conteúdo sem revelar informações sigilosas

Ao explicar um tema jurídico, use exemplos genéricos e situações hipotéticas, e não casos reais que possam identificar clientes. Concentre-se em explicar direitos, prazos e caminhos possíveis, deixando claro que cada caso exige análise individual.

Revise cada texto antes de publicar, verificando se há dados que permitam reconhecer pessoas ou processos. Na dúvida, retire o detalhe. A confiança de quem procura um advogado depende diretamente do respeito ao sigilo.

Aposte em conteúdo que ajuda de verdade

Quem procura um advogado costuma estar preocupado. Um texto que explica em linguagem simples o que fazer em cada situação gera confiança e faz o escritório ser lembrado no momento certo.

Ao escrever, evite o juridiquês, cite a lei quando necessário e deixe claro que o conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Esse cuidado é semelhante ao que outros profissionais regulados adotam, como os psicólogos.

Como falar com o cliente sem gerar problemas éticos

Ao responder mensagens de possíveis clientes, evite qualquer promessa de resultado ou comparação com outros advogados. Explique apenas como funciona o atendimento inicial, quais documentos podem ser úteis e como agendar uma consulta. Informações detalhadas sobre o caso devem ser tratadas em reunião, preservando o sigilo profissional.

Mantenha um registro do contato e deixe claro, por escrito, o escopo do trabalho e a forma de cobrança quando houver contratação. Isso protege o profissional e o cliente e reforça a imagem de seriedade do escritório.

Seja encontrado no Google sem exagero

  1. Crie um site rápido com uma página para cada área de atuação.
  2. Responda dúvidas comuns em artigos com títulos objetivos.
  3. Preencha o Perfil da Empresa no Google e peça avaliações apenas se as normas do seu estado permitirem.
  4. Mantenha nome, endereço e telefone iguais em todos os lugares.

Organize o atendimento inicial

Quem entra em contato pelo site ou pelo WhatsApp precisa de uma resposta clara sobre como marcar uma consulta. Defina um roteiro que peça apenas as informações essenciais e explique como funciona o primeiro atendimento. Escritórios de contabilidade seguem lógica parecida ao qualificar o primeiro contato.

Erros comuns de marketing jurídico

O marketing jurídico bem feito é sóbrio e consistente. Um escritório que publica conteúdo útil, com regularidade, constrói reputação sem ferir a ética profissional e, ao longo do tempo, colhe indicações e contatos qualificados.

  • Usar linguagem sensacionalista, como garantias de vitória.
  • Publicar informações que identifiquem clientes ou processos.
  • Copiar textos de outros sites, o que prejudica o desempenho no Google.
  • Deixar o site sem atualização por meses.
  • Ignorar as regras da seccional da OAB do estado.

Perguntas frequentes

Advogado pode anunciar no Google?

O tema é regulado pela OAB. Em geral, publicidade informativa e discreta é admitida, mas anúncios com caráter de captação, promessa ou preço podem violar as regras. Consulte a norma vigente da sua seccional.

Posso postar sobre casos que ganhei?

Com muita cautela. É preciso proteger o sigilo e a identidade do cliente, e não se pode usar o resultado como promessa. Prefira conteúdo educativo geral.

Vale a pena ter um blog?

Sim. Artigos bem escritos ajudam o escritório a aparecer nas buscas e a ser citado por assistentes de IA, sempre com linguagem informativa e sem promessa.

Advogado pode ter perfil profissional no Instagram?

Pode, desde que o conteúdo seja informativo e discreto, sem captação de clientela, sem promessa de resultado e sem exposição de casos. Consulte o Código de Ética e os provimentos da OAB, que definem os limites da publicidade na advocacia.